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quinta-feira, 21 de novembro de 2013
terça-feira, 19 de novembro de 2013
S-E-R H-U-M-A-N-O
Eu vi um velho cair na rua ontem
Ele desmoronou como uma pedra
Mas o mundo não parou por causa disso
Ele bateu com a cabeça na calçada
Ninguém se importou com o sangue, pois ele fedia.
Eu continuei meu caminho
Ele era um mendigo
Um bêbado
Eu não sou nada disso
Era só um mendigo
Quem se importa?
O mundo não pode parar.
Eu vi um velho cair na rua ontem
Ele desmoronou como uma pedra
Mas o mundo não parou por causa disso
Ele bateu com a cabeça na calçada
Ninguém se importou com o sangue, pois ele fedia.
Eu continuei meu caminho
Ele era um mendigo
Um bêbado
Eu não sou nada disso
Era só um mendigo
Quem se importa?
O mundo não pode parar.
Não há nada pior
Não tem nada pior do que um soco no ouvido ás 03h23min da madrugada
.
Nada pior do que broxar com aquela gostosa que tem a língua maior que o rabo.
Nada pior que sentir falta de ar à noite e acordar todo suado sem saber a causa disso.
Nada pior que explorar a miséria de uma prostituta viciada em crack, só porque seus “amigos” foram embora e você não quer acabar a festa agora.
Nada pior do que assistir TV aos domingos.
Nada pior do que as estúpidas poesias do ônibus.
Nada pior do que querer chorar e não conseguir.
Nada pior do que maltratar um inocente.
Não há nada pior do que sentir culpa.
Não há nada pior do que a verdade sobre nossas cabeças.
Não há nada pior do que todas as coisas que terminam com “ISMO”.
Nada pior que oficinas, gerentes, professores, políticos, grevistas, pedestres e motoristas.
Nada é pior do que livros de auto-ajuda.
Nada é pior do que auto-ajuda.
Nada é pior do que a mídia, a policia, os três poderes, a religião.
Nada pior do que saber que vamos morrer.
Nada pior do que amar.
Nada pior do que ser um cão abandonado, em um dia de chuva, numa rodovia qualquer.
Nada pior do que ver um atropelamento.
Nada pior do que a revolta daqueles que não tem com o que se revoltar.
Nada pior do que direita e esquerda.
Nada é pior do que trepar embriagado.
POEMA DEFUNTO
È preciso agilidade e rapidez para salvar alguns poemas, esses do avesso, que escrevo.
E será necessário qualquer coisinha pequena e tecnológica.
Mp3, mp4, pen drive...
Para guardar os poemas que guardam muitas coisas que eu não consigo ou não quero guardar.
Inevitável é escrever.
Expressar.
Exprimir.
Faço das lembranças uma pasta zipada, o que nela não guardo deixo nos poemas.
Aberto ao público, para não ser lido, admirado, compreendido ou compartilhado.
É preciso agilidade e uma certa dose de inutilidade e ódio para guardar poemas que já nascem mortos e esquecidos.
Que não falam do belo, poemas sem açúcar ou sal.
È o peso da vida sobre minha cabeça.
O peso de minha cabeça sobre os poemas.
Poemas vampiros, se alimentando dos momentos açucarados, da vida.
Entregam tudo. Nem sempre falam do belo.
E, no entanto não existe um poema que não roube um momento de vida!
Sim vida!
Toda essa incrível força misteriosa que se espalha de todas as formas contaminando tudo a nossa volta.
A imaginação é o seu lar, malditos sonhos, querem substituir nossa alma tão cheia de desprazeres.
Não existe beleza na miséria.
E é só por isso que existem poemas...
Não existe beleza na miséria.
E a vida pouco se importa com isso...
Não existe beleza na miséria.
Poemas defuntos em minha cabeça...
...Comendo pequenos pedaços de vida.
È preciso agilidade e rapidez para salvar alguns poemas, esses do avesso, que escrevo.
E será necessário qualquer coisinha pequena e tecnológica.
Mp3, mp4, pen drive...
Para guardar os poemas que guardam muitas coisas que eu não consigo ou não quero guardar.
Inevitável é escrever.
Expressar.
Exprimir.
Faço das lembranças uma pasta zipada, o que nela não guardo deixo nos poemas.
Aberto ao público, para não ser lido, admirado, compreendido ou compartilhado.
É preciso agilidade e uma certa dose de inutilidade e ódio para guardar poemas que já nascem mortos e esquecidos.
Que não falam do belo, poemas sem açúcar ou sal.
È o peso da vida sobre minha cabeça.
O peso de minha cabeça sobre os poemas.
Poemas vampiros, se alimentando dos momentos açucarados, da vida.
Entregam tudo. Nem sempre falam do belo.
E, no entanto não existe um poema que não roube um momento de vida!
Sim vida!
Toda essa incrível força misteriosa que se espalha de todas as formas contaminando tudo a nossa volta.
A imaginação é o seu lar, malditos sonhos, querem substituir nossa alma tão cheia de desprazeres.
Não existe beleza na miséria.
E é só por isso que existem poemas...
Não existe beleza na miséria.
E a vida pouco se importa com isso...
Não existe beleza na miséria.
Poemas defuntos em minha cabeça...
...Comendo pequenos pedaços de vida.
ABOBADOS
Vejam só esses dois abobados.
Trata-se de um homem e uma mulher.
Eles se conheceram quando ainda eram um menino e uma menina.
Eles nem viram o tempo passar.
Vejam só esses abobados.
Brigando por coisas tao insignificantes.
Besteiras tao sem nexo.
Ela não quer que ele beba.
Mas quando o conheceu, estava bêbada.
Ele limita suas roupas, as mesmas roupas que fizeram ele se interessar.
Vejam só o silencio e as caras de bunda.
Repare na bagunça da casa, ambos cobram um do outro uma atitude para a organização.
Veja agora eles em um domingo extremamente quente, de um verão quase insuportável!
Transando feito bicho, suando os lençóis, perfumando o quarto.
O vizinho do prédio ao lado reparou nos gemidos.
Eles querem que o vizinho se foda.
Abobados.
Daqui alguns minutos estarão abraçados, nus e cansados na frente do ventilador.
Ate começarem a decidir quem vai lavar a louça.
E nisso ele a chama de folgada, e ela o chama de machista.
Ambos querem tomar banho.
Idiotas, não percebem que podem fazer isso juntos.
Veja só quanta idiotice sai de suas bocas.
Que todas as noites se encontram em um selinho sem graça.
Dias da semana são cruéis com os casais.
Veja os dois fumando o pecado.
Depois saem para a rua com aquele sorriso ilegal.
Abraçados é claro!
Idiotas.
Encontram alguns amigos na praça.
A praça cheia, crianças, velhos, cães, bancos e balanços.
Como ele se exibi na frente dos amigos.
Vira literalmente um babaca.
Ela, hum, não é muito diferente.
Se junta com outra, qualquer namorada de alguém, e larga a língua para criticá-lo.
Há poucos minutos estavam abraçados.
Lembra?
Ficam ali como dois pavões, tentando demonstrar que não precisam um do outro.
Mas não se tiram os olhos.
Vejam só que abobados.
Voltam a noite e se comem, como se não se vissem a muito tempo.
A louça suja continua la.
Os lençóis são os mesmos.
A noite ainda é quente.
O quarto parece uma sauna.
Então esse dois idiotas, dormem exaustos e sem nenhuma fome.
Não percebem o quanto são felizes.
Vejam só esses dois abobados.
Trata-se de um homem e uma mulher.
Eles se conheceram quando ainda eram um menino e uma menina.
Eles nem viram o tempo passar.
Vejam só esses abobados.
Brigando por coisas tao insignificantes.
Besteiras tao sem nexo.
Ela não quer que ele beba.
Mas quando o conheceu, estava bêbada.
Ele limita suas roupas, as mesmas roupas que fizeram ele se interessar.
Vejam só o silencio e as caras de bunda.
Repare na bagunça da casa, ambos cobram um do outro uma atitude para a organização.
Veja agora eles em um domingo extremamente quente, de um verão quase insuportável!
Transando feito bicho, suando os lençóis, perfumando o quarto.
O vizinho do prédio ao lado reparou nos gemidos.
Eles querem que o vizinho se foda.
Abobados.
Daqui alguns minutos estarão abraçados, nus e cansados na frente do ventilador.
Ate começarem a decidir quem vai lavar a louça.
E nisso ele a chama de folgada, e ela o chama de machista.
Ambos querem tomar banho.
Idiotas, não percebem que podem fazer isso juntos.
Veja só quanta idiotice sai de suas bocas.
Que todas as noites se encontram em um selinho sem graça.
Dias da semana são cruéis com os casais.
Veja os dois fumando o pecado.
Depois saem para a rua com aquele sorriso ilegal.
Abraçados é claro!
Idiotas.
Encontram alguns amigos na praça.
A praça cheia, crianças, velhos, cães, bancos e balanços.
Como ele se exibi na frente dos amigos.
Vira literalmente um babaca.
Ela, hum, não é muito diferente.
Se junta com outra, qualquer namorada de alguém, e larga a língua para criticá-lo.
Há poucos minutos estavam abraçados.
Lembra?
Ficam ali como dois pavões, tentando demonstrar que não precisam um do outro.
Mas não se tiram os olhos.
Vejam só que abobados.
Voltam a noite e se comem, como se não se vissem a muito tempo.
A louça suja continua la.
Os lençóis são os mesmos.
A noite ainda é quente.
O quarto parece uma sauna.
Então esse dois idiotas, dormem exaustos e sem nenhuma fome.
Não percebem o quanto são felizes.
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
PERTO DEMAIS DO CÉU
Agora que estamos perto do céu,
podemos voltar para casa e sermos nós mesmos.
Voltar a fazer tudo como antes.
Na esperança de um alívio eterno.
Daqui de cima vemos como é o mundo.
O quanto ele é pequeno.
O quanto nos também somos.
Estamos fora das canções, fora dos
poemas!
Trocamos beijos e abraços, magoas e
carícias!
E retornamos sempre ao mesmo lugar.
Aquele novo velho lugar.
Pois não importa quantos anos nos
vamos viver
Todos os lugares serão sempre novos.
Nossa vida é curta demais amigo.
Os cães sacam isso.
Os gatos.
Os grilos e abelhas.
A humanidade é uma velha fábula
perdida em um universo de gases e poeira.
Somos uma lição a se aprender.
Somos uma grande lição ao
desconhecido.
Girando no cosmos sem nexo algum.
Universos paralelos.
Somos nós.
Cada um dentro de sua cabeça.
Esse é o meu mundo interagindo com o
seu.
Você sabe quem está na esquina agora?
Eu não te disse qual esquina!
Aproveite! Depois do ponto final você
ira voltar.
Talvez até arrependido.
Mas ira voltar.
Agora.
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